segunda-feira, 21 de maio de 2012


A palavra “MANGÁ” foi criada em 1814, pelo ilustrador Hokusai e literalmente quer dizer “imagem involuntária”, pois tentam passar ao leitor o maximo de espontaneidade possível através das ações que aparecem no decorrer da historia.


A historia dos mangás no Japão remonta ao final do Séc.XIX, quando os jornais e revistas começaram a publicar 1º caricaturas de um quadro e mais tarde vários quadros, retratando a política, os costumes e a vida, de uma maneira satírica e bem humorada. Nos anos 20 e 30, os mangás tornaram-se populares, em especial as historias de aventura e as coleções de historias para crianças. A historia + representativa dessa época foi Norakuro, desenhada por Tagawa Suiho, cujo Herói era um cachorro do exercito.

Porém devastados pela 2º Guerra os japoneses tinham outras prioridades e o mangá foi relegado a 2º plano. Em 1945, com a ajuda americana, aos poucos, o Japão se reergueu e, consequentemente, as editoras investiram nesse rico filão. As fontes de entretenimento escassas e a necessidade de fugir dos temas que destruíram o país fizeram nascer um novo estilo: O mangá fantasia e seu “PAI” foi Osamu Tezuka. Criador de características como os olhos grandes, expressões exageradas e as gotas caindo da testa, esse japonês trouxe elementos únicos para apresentar os personagens do Sucesso Kimba – O Leão Branco (que foi uma das inspirações do sucesso da Disney O Rei Leão) e A Princesa e o Cavaleiro.
Após a 2º Guerra Mundial, a maioria dos jornais e revistas começaram a publicar histórias de 4 quadros, sendo que uma das + proeminentes é Sazae-San, de Hasegawa Machiko. Um desenho bem humorado que ainda é popular hoje e apresenta uma dona de casa comum e sua família.
Depois da guerra, a leitura dos mangás se intensificou, tornando-se um habito entre os nipônicos. Basta entrar num trem ou metro e lá esta alguém lendo um mangá..
Nos anos 50, junto com a reconstrução japonesa Pós-Guerra, começou a produção dos desenhos animados japoneses, inicialmente para o cinema e depois para TV. A década de 60 viu o surgimento de muitas revistas de mangás pra crianças, que publicavam histórias em série.
Os animês, desenhos animados, popularizaram os mangás, na TV e no cinema, exibindo a técnica em grande escala no ocidente.
“A historia em quadrinhos é minha esposa, más a animação é minha amante: Só sabe pedir dinheiro e mais dinheiro, más quanto prazer ela me dá!!”Disse Tezuka em certa ocasião.
Osamu Tezuka, ao longo de 40 anos de atividade como mangáka produziu 150 mil folhas. Em 1997 foram concluídas os 400 volumes da suas obras. Obras estas produzidas com as próprias mãos, porque na época não existia computador nem Fax. Osamu Tezuka foi pro andar de cima em 9 deFevereiro de 1989, aos 60 anos de idade.


Especialista em HQs e autor de livros sobre o assunto, o otimista Gravett não está preocupado com fronteiras, e sim com perspectivas.
E o horizonte que ele enxerga para os quadrinhos é, como diz à Folha, favorável.
"O futuro está brilhando para os gibis em todas as culturas", afirma. "Há mais oportunidades para haver HQs pessoais, incomuns e inovadoras, hoje em dia."





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